No dia 27 de maio, enquanto o Conselho Federal de Medicina (CFM) sediava o VI Encontro Luso-Brasileiro de Bioética, ativistas, coletivos e representantes da sociedade civil ocuparam o lado de fora da sede do CFM em um ato contundente contra a resolução transfóbica recentemente publicada pelo órgão.
O protesto, realizado às 12h em frente ao prédio do Conselho, teve como objetivo denunciar as contradições de um evento que propõe debater ética na medicina, ao mesmo tempo em que impõe retrocessos ao direito à saúde da população trans.
Com palavras de ordem, cartazes e falas emocionadas, os manifestantes exigiram respeito à vida, à identidade de gênero e ao acesso universal à saúde e à educação. A mensagem foi clara: “A bioética verdadeira se constrói com escuta, com ciência e com justiça social, não com retrocessos!”.
A resolução contestada restringe de forma injustificável o acesso de pessoas trans a cuidados médicos seguros e baseados em evidências, indo contra diretrizes internacionais de saúde e direitos humanos. Essa postura do CFM representa uma violação da dignidade e da autonomia das pessoas trans, além de um desrespeito à diversidade da sociedade brasileira.
O ato foi mais uma demonstração de que pessoas trans existem, resistem e exigem cuidado. A mobilização reuniu diversas vozes unidas em defesa de uma medicina que promova a equidade e o respeito às diferenças.









